Batman - O cavaleiro das trevas
Enviado em 27 de Julho de 2008
Publicado por Bruno | Enviar por e-mail
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O filme, ou a estória do Batman, faz uma reflexão muito interessante sobre anarquismo representado na pele do radical, psicótico e extremista Coringa. Para discutir o anarquismo o filme coloca em cheque o herói, o caos e a justiça. O primeiro conceito, o de herói, é o mais impactante. Todos nós torcemos por heróis, todos nós queremos heróis, todos nós admiramos os heróis. Mas infelizmente, a presença dele altera demasiadamente o sistema, e acaba gerando o surgimento de um anti-herói (vide “Corpo Fechado”).
No caso de Batman, o conflito sistêmico da presença do herói é demonstrado com muita nobreza. A coisa funciona da seguinte forma: se o herói é perfeito, a justiça ocorrerá de forma perfeita aos olhos de quem a redigiu. Porém, não é possível agradar gregos e troianos. Há os que pensam de forma diferente e vão querer combater o sistema regente, o que de certa forma é saudável. Quando exsite a presença de um herói dentro do sistema, as forças ficam centralizadas o que causa a união de todos os que pensam diferente contra o herói. Repare não é necessário que os que pensam de forma diferente estejam de acordo entre si, eles só tem um objetivo que torna comum na presença do herói.
Então, em determinado momento, até o herói deve ser caçado para a sobrevivencia do sistema. O filme é bem pesado nesse sentido, pois a descrença no herói acompanhada pela incitação do perverso nativo faz pensar que os humanos não tem salvação. Felizmente, ao final, de dentro do caos, um dose de esperança é retomada para realinhar a órbita dos planetas.
O filme entra pra história do cinema sem a menor dúvida! O Christopher Nolan surpreendeu que dizia que o único e eterno Batman foi de Tim Burton. O Elenco impecável, com a incrível atuação do Heath Ledger, que faz um personagem que vai ficar na memória do cinema, da um show do que pode se fazer utilizando a força de Hollywood no cinema.