Um Beijo Roubado
Enviado em 24 de Julho de 2008
Publicado por Bruno | Enviar por e-mail
| Hits para esta publicação: 897
Melancolia é a palavra de ordem deste filme. Não uma melancolia depressiva, que encomoda e faz a gente se sentir mal, mas uma melancolia que faz desacelerar o tempo, curtir devagarzinho o momento. Devagarzinho porque o filme fala de espera. Espera por um amor. Mas uma espera boa, sem ansiedade. Como se tivesse a certeza de que ele vai voltar.
Vocês perceberam que eu falei “ele” né? pois é, acho que estou acostumado demais com filmes de guerra em que a mulher espera o seu amor voltar. Pois é, esse é um dos grandes baratos desse filme. Ele (o filme) inverte essa situação. Em “O Beijo Roubado”, os homens esperam pelas mulheres voltarem. Jeremy é dono de um bar humilde e aconchegante e dono de uma célebre teoria “Se você está cansado de procurar alguém e não encontra, fique parado, em um endereço fixo, que ela o encontrará.”. Esse foi o caso de Jeremy, decidiu abrir um bar para ficar parado esperando sua grande paixão voltar.
Nesse entretempo, aparece Elizabeth que é uma mulher que acabou de sair de uma decepção amorosa com seu namorado e está em depressão total. Ambos encontram afinidades em seus sentimentos e a parte linda é que eles são perfeitos um para o outro, mas estão ancorados em outros relacionamentos e portanto precisam e um tempo para poderem se aproveitar.
É durante esse pequeno tempo juntos que Jeremy, com feridas um pouco mais cicatrizadas pode esbajar sedução — é claro que na pele de Jude Law todo santo ajuda. Primeiramente ele mostra um pote de vidro com todas as chaves que representaram estórias de decepções passadas pelo bar na intenção de colocar um bloqueio físico no relacionamento (jogar as chaves fora). Dessa forma, na tentativa e fazer o tempo passar de forma indolor, Elizabeth sortei as chaves uma a uma e recebe sua estória de amor contada por Jeremy.
Finalmente, o detalhe mais importante do filme (repare que esta frase é super comum e representa o paradoxo de nossa vida; como uma coisa importante pode ser um detalhe, mas é). A teoria da torta de “Blueberry” que acabou dando o nome ao filme em inglês. Nas palavras de Jeremy “Todo dia eu faço essa torta e ela nunca é escolhida pelos clientes. Ai eu te pergunto: é porque é ruim? Não. É porque simplesmente ela não é escolhida.” depois dessa Elizabeth pede para provar e gosta da torta confirmando a teoria de Jeremy. “A torta é realmente gostosa” diz Jeremy. Para fechar com chave e ouro dentro do pote de vidro, ela dorme no bar e ele oferece a torte de Blueberry de café da manhã. Ela começa a comer morrendo de fome e quando olha pra frente ve ele comendo uma grande fatia da outra torta perguntando imediatamente: “porque você não está comendo a outra?” a resposta é “Não sei, porque eu sempre como essa no café da manhã”.
oi
keria deixar meu comentario sobre esse filme q recebeu tantas criticas mas q achei incrivel.
Obviamente n eh um filme perfeito ou o melhor jah feito,mas eh reflexivo,deixa vc mais tranquilo e em uma atmosfera urbana-realista muito encantadora.
Amei a quimica entre jude law e nora jones.E o beijo do final c certeza eh um dos melhores do cinema,bem desenhado,detalhado,as cores,a posição da camera e tudo mais fez ficar uma cena memoravel..