Déjà Vu
Enviado em 23 de Julho de 2008
Publicado por Bruno | Enviar por e-mail
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Seria um filme policial de investigação como todos os outros se não fosse pela idéia surtada de uma máquina criada pelo FBI capaz de ver “o passado ao vivo”. Pois é. É isso mesmo pessoal, um satélite que passa o que estava acontecendo 3 dias atrás em tempo real. Um Big Big Brother. Os americanos adoram um BBB.
Então, até onde eu pude acompanhar logicamente, a coisa funciona da seguine forma: um satélite far far away está a 3 anos luz de distância da terra, e, sendo assim, ele vê as coisas 3 dias depois, porque a luz demora 3 dias para chegar até ele. Até ai tudo bem. O pulo do gato é que eles aproveitam uma tal deformação no universo e na hora de o satélite transmitir as informações de volta a terra ele pegaria um atalho espacial. Isso promoveria o efeito de ver o passado no presente.
Dado que a quantidade de informação é gigantesca, não há como armazená-la, e assim, viu quem viu, quem não viu perdeu. Diante dessas restrições, Doug Carlin é apontado como um policial que tem uma grande situation awareness (depois explico o que é isso). De posse dessas habilidades, ele começa a assistir os acontecimentos de 3 dias atrás e portanto tem três dias para solucionar o crime.
O sensacionalismo entra quando, primeiramente o satélite pode atravessar as paredes mantendo uma resolução de imagem impecável. O computador executa comparação de imagens e rostos em tempo real com todos os objetos semelhantes que encontra. Mas o pior é quando Doug consegue influenciar no passado com seu power pointer apontado para a tela de projeção.
Após esse momento, Hollywood mostra porque é sucesso, inovaram no pega entre carros. Um dos maiores cliches do cinema americano se transforma em pura magia. Doug persegue, de carro, no tempo de hoje, o terrorista, descobrindo seu esconderijo. A cena deixou Hollywood de pé e garantiu esse post.
Mas para fazer Hollywood sentar novamente o Diretor tinha que enfiar o pé na jaca. Imaginar que a luz do pointer faria o caminho contrário, ok, mas apontando para a tela é difÃcil. E finalmente, para deixar Einstein morrendo de inveja, ele materializa um papel a até ele próprio no passado. Não deu para engolir não…
Muito chatinho… é até divertido ver aquela máquina irada, mas o filme não chega nem a entreter…
Olá guru, que aliciar você a postar um artigo. Este artigo foi extremamente interessante, especialmente porque eu estava à procura de ideias sobre este assunto na quinta-feira passada.
Obrigado por sua ajuda!